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Weblog de

António Granado


ISSN 1645-2208

Ponto media
Actual
7-11 Jan 2002

Semana de 7 de Janeiro de 2002

IMPORTANTE - Muitas publicações não mantêm os seus artigos "on-line" mais do que alguns dias, pelo que muitos destes "links" --  que na altura da sua criação estavam activos -- poderão já estar desactualizados.

Ponto media

Este é um weblog sobre media em português. Com "links" para artigos interessantes e para estórias de jornalismo e jornalistas. De segunda a sexta.

 

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2002

A COURT TV, uma estação americana especializada na transmissão de julgamentos, continua a sua batalha jurídica para filmar o julgamento de Zacarias Moussaoui, suspeito dos ataques de 11 de Setembro. O suspeito e os seus advogados defendem a transmissão, a acusação acha que isso pode condicionar as testemunhas.

MICHAEL JORDAN vai lançar a "Jordan Magazine", uma revista destinada ao público masculino entre os 15 e os 21 anos. A revista sairá no próximo dia 12 de Fevereiro e terá uma nova edição em Julho. Estão previstas quatro edições para 2003.

PARECE QUE está difícil mudar uma simples lâmpada na sede da BBC. Segundo "The Independent" de ontem, a burocracia da estação pública de televisão do Reino Unido atingiu níveis de absoluta loucura...

A ZIFF DAVIS, a famosa editora de revistas de computadores, entre as quais a "PC Magazine" e a "Yahoo! Internet Life", pode estar à beira da falência, revela o "New York Post".

 

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2002

POR 10 VEZES durante o passado fim-de-demana, a CNN fez passar um "spot" promocional da sua pivô Paula Zahn, que tinha o seguinte texto: "Where can you find a morning news anchor who's provocative, super-smart, oh yeah, and just a little sexy?". A palavra "sexy" era ainda acompanhada pelo som de um fecho-éclair. Na segunda-feira, o director da CNN, Walter Isaacson, acabou com o "spot". "It was a bad mistake. I'm really sorry. The promotion department didn't get it cleared. You can say sexy about a man but not about a woman."

A PRINCESA Madalena da Suécia, que estava a estudar no Reino Unido, decidiu abandonar o país porque não aguentava mais os "paparazzi" britânicos, diz o jornal "The Guardian". No ano passado, a embaixada sueca já tinha pedido aos media "paz e sossego" para a princesa.

UMA JORNALISTA de desporto do "Salt Lake Tribune" aceitou carregar a tocha dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno. Resultado: o director do jornal tirou-lhe as credenciais que lhe permitiriam cobrir o evento, por entender que há um conflito de interesses. Ao mesmo tempo, autorizou um colunista do jornal a carregar a tocha. No "Deseret News" houve uma discussão semelhante, mas acabaram por aceitar carregar o símbolo olímpico. Diz um colunista do jornal que isso não levanta qualquer conflito de interesse: "We spend so much time taking everybody else to task we don't know honest from sincere. Give us long enough to think about it and we probably wouldn't vote." [dica de Media News de Jim Romenesko]

HÁ UMA BATALHA em curso nos Estados Unidos entre a CNN e a Fox News para aumentar as audiências e, diz a Associated Press, é uma espécie de estória da lebre e da tartaruga. Segundo os últimos dados, a CNN continua à frente e tem um maior grupo de telespectadores regulares, enquanto a Fox tem menos telespectadores, mas muito mais fiéis. "Clearly, CNN is a phenomenal brand and has excellent recognition", diz Tom Wolzien, analista dos media. "It is the place where people go when they need to know what's going on, and they had a reinforcement of that after Sept. 11. Fox is really a different beast. It clearly has a more loyal audience."

 

Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2002

NO SEU EDITORIAL de domingo, o "San Francisco Chronicle" fala num dos mais perigosos ataques de sempre à liberdade de imprensa nos Estados Unidos, levado a cabo pelo ministro da Justiça, John Ashcroft, num memorando quase secreto, emitido a 12 de Outubro passado. Nesse memorando, para o qual o "Chronicle" não conseguiu comentários oficiais, Ashcroft incita os departamentos governamentais a resistir aos pedidos dos media ao abrigo do Freedom of Information Act. "When you carefully consider FOIA requests and decide to withhold records, in whole or in part, you can be assured that the Department of Justice will defend your decisions unless they lack a sound legal basis or present an unwarranted risk of adverse impact on the ability of other agencies to protect other important records."

LARRY FLYNT, o editor da "Hustler", processou o Pentágono por não ter dado acesso aos jornalistas às missões militares no Afeganistão, tendo apenas oferecido acesso às missões humanitárias. Na segunda-feira, Flynt perdeu uma das batalhas desta guerra, ao ver recusado por um juiz uma providência cautelar que, ao ser aceite, faria com que os militares não pudessem recusar acesso a cenários de guerra, enquanto o caso não fosse julgado. Mesmo assim, o texto dio juiz deixa algumas esperanças: "The court is persuaded that in an appropriate case there could be a substantial likelihood of demonstrating that under the First Amendment the press is guaranteed a right to gather and report news involving United States military operations on foreign soil subject to reasonable regulations".

O MOTOR Northern Light vai deixar de ser gratuito e os cibernautas só poderão ter acesso ao seu directório de cerca de 7000 fontes. A partir de 16 de Janeiro, apenas empresas assinantes do serviço poderão aceder à gigantesca base do Northern Light. [dica de E-Media Tidbits]

A LIBERDADE DE IMPRENSA é um termo praticamente desconhecido no Uzbequistão, escreve Andrew Stroehlein, na "Online Journalism Review". País invadido por centenas de repórteres que estão a cobrir o conflito no Afeganistão, o Uzbequistão vive ainda um regime de censura e controlo da informação por parte do Estado. "The former Soviet republic is an authoritarian state with an approach to broadcast, print and online media reminiscent of the Brezhnev-era Soviet Union, if it had survived long enough to experience the Web. Independent journalism is non-existent here."

 

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2002

ERA UMA VEZ três jovens empreendedores que criaram um "site" de fotografia a que chamaram WebShots.com. Em 1999, venderam-no ao gigante Excite@Home por 82,5 milhões de dólares. Na passada sexta-feira, na sequência de um processo de falência, tornaram a comprar o "site" por apenas 2,4 milhões.

O EURO já chegou e, como não podia deixar de ser, nasceu também um weblog sobre a moeda única chamado €urotrash. Os leitores do Ponto Media podem aproveitar esta oportunidade para se tornar famosos: "We're still looking for correspondents in Belgium, Portugal and Luxembourg. Applicants should have a solid command of written English and a good eye for the absurd."

OS WEBLOGS estão mesmo a tornar-se populares, mesmo entre os media de referência. A BBC colocou "on-line" o weblog de um dos seus principais jornalistas de política...

O "SITE" Cyberjournalist.net escolheu as 10 estórias "on-line" mais importantes de 2001. Vale a pena dar uma espreitadela.

 

Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2002

RESISTIU até ao fim e, na passada sexta-feira, teve a sua compensação: foi libertada da prisão onde estava há mais de cinco meses por se ter recusado a entregar a um tribunal os apontamentos e as gravações da sua investigação sobre um crime ocorrido em 1977. Vanessa Leggett, de 34 anos, tornou-se assim a jornalista americana que mais tempo esteve presa por não colaborar com as autoridades.

A INTERNET está a minguar, revela um estudo da empresa Netcraft, que faz as contas à Web desde 1995, baseando-se no número de domínios registados. Segundo o estudo agora tornado público, nos últimos meses de 2001 o número de domínios registados foi inferior ao número de domínios renovados, o que fez diminuir o número total de domínios existentes.

A PERSONALIZAÇÃO das notícias, isto é, a possibilidade de cada cibernauta escolher que temas quer ler no seu jornal está a acabar com o papel dos editores? Stacy D. Kramer escreve sobre este tema na "Online Journalism Review".

OS JORNAIS e os "sites" na Web estão a lutar desesperadamente para controlar o negócio dos anúncios de emprego, diz um artigo do "Chicago Tribune".